A base de apoio do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) na Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp) cresceu significativamente ao longo do seu mandato, representando agora 69% da composição da Casa. Um levantamento da Folha revela que, dos 94 deputados, 65 votaram favoravelmente a mais de 50% das propostas do governo, o que mostra um fortalecimento da aliança política em ano eleitoral. Para 2026, a maioria desses deputados estará ao lado de Tarcísio em sua busca pela reeleição.

Entre os 77 deputados estaduais que pleiteiam a reeleição, 55 fazem parte da base governista. Os demais 17 deputados que não tentarão voltar ao Legislativo incluem 13 que se candidatarão a vagas na Câmara Federal, um que irá concorrer ao Senado e três que não participarão das eleições. No início do mandato, havia incertezas sobre a fidelidade dos deputados em um governo que sucedia quase três décadas de domínio do PSDB. Inicialmente, a base parecia composta por 31 deputados de três partidos: Republicanos, PSD e PL.

Com mudanças partidárias e a inclusão de novos partidos como MDB, Podemos e PSDB, a base cresceu para 65 deputados. Gilmaci Santos (Republicanos), vice-presidente da Alesp, afirmou que Tarcísio consolidou seu nome como governador, resultando em uma aliança com 11 partidos. A fidelidade de deputados de outras siglas, como Ricardo França (Podemos) e Barros Munhoz (PSD), superou a de aliados tradicionais do governo.

A deputada Beth Sahão (PT), líder da minoria, apontou que a composição atual da Alesp indicava uma legislatura menos combativa, com uma renovação de 41% nas últimas eleições. Ela criticou o governo pela lentidão na liberação das emendas parlamentares e pela falta de protagonismo da Assembleia. Sahão citou a polêmica votação da privatização da Sabesp, que, sob regime de urgência, foi aprovada em meio a protestos e confrontos na Casa.

Apesar das críticas, todos os 65 deputados da base votaram mais da metade das vezes a favor do governo em 55 votações desde março de 2023. Gilmaci Santos se destacou como um dos deputados mais fiéis, tendo votado 52 vezes com o governador. Marcos Damásio (PL) e Jorge Wilson (Republicanos) também estão entre os que mais apoiaram as propostas do governo.

Entre os deputados que não buscarão reeleição, Rogério Santos (MDB) e Rafael Silva (PSD) já indicaram sucessores para suas vagas. A expectativa é que o cenário político se mantenha dinâmico até as eleições, com um número significativo de deputados buscando novos cargos.

Fonte: redir.folha.com.br