A PlayStation anunciou uma nova política para combater o assédio a seus funcionários, estabelecendo comportamentos inaceitáveis e a possibilidade de restringir ou suspender o atendimento ao cliente. As diretrizes foram divulgadas no site japonês da empresa em 1º de setembro de 2026 e surgem em resposta à insatisfação dos jogadores após a decisão da Sony de encerrar a produção de discos físicos para novos jogos em 2028.

A iniciativa também é uma resposta às críticas sobre o modelo digital da companhia, que levanta questões sobre a propriedade de jogos adquiridos online. A Sony enfatiza que a nova política é destinada a proteger seus colaboradores de comportamentos abusivos. “Nosso objetivo é garantir um serviço honesto e respeitoso, onde a dignidade e a segurança dos nossos funcionários sejam priorizadas”, afirmou a empresa.

A PlayStation declarou que tomará uma “posição firme” contra comportamentos que considerem inadequados. A política visa promover uma relação saudável entre consumidores e funcionários. Em casos de assédio, a companhia pode restringir o suporte ao cliente e colaborar com autoridades legais, se necessário.

Entre os comportamentos que a PlayStation classifica como assédio estão demandas excessivas, ameaças, discriminação e comportamentos agressivos direcionados a funcionários. A lista inclui solicitações irrelevantes, intimidações e visitas não autorizadas às instalações da empresa. A Sony ressalta que esta lista não é exaustiva e outros comportamentos podem ser considerados assédio conforme as circunstâncias.

Essa nova política surge em meio a um clima de protesto por parte dos jogadores, especialmente após a confirmação da Sony de que não produzirá mais discos físicos para novos jogos a partir de janeiro de 2028. Apesar das críticas, a empresa reafirma sua intenção de seguir com uma distribuição digital, que foi cuidadosamente analisada.

A diretora financeira da Sony, Lin Tao, reconheceu a conexão emocional dos jogadores com mídias físicas, mas reafirmou que a empresa está comprometida com a transformação digital do mercado de entretenimento. Embora a empresa tenha escutado as preocupações da comunidade, não há indícios de que revisará sua decisão sobre a produção de discos.

Fonte: www.tecmundo.com.br