O ministro Flávio Dino decidiu retirar o sigilo do material da Polícia Civil de São Paulo sobre o financiamento do filme “Dark Horse” e encaminhar os dados à Polícia Federal. Essa ação reacendeu a discussão sobre o caso Banco Master, que tem sido um desafio significativo para a campanha de Flávio Bolsonaro. Em maio, um áudio em que o senador solicita dinheiro ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro para a cinebiografia do pai se tornou público, gerando repercussões negativas.
Recentes investigações indicam que Flávio Bolsonaro já estava sob suspeita por possíveis irregularidades na produção do filme, o que pode impactar ainda mais sua candidatura, especialmente se surgirem novas evidências. Uma análise das interações em mais de cem mil grupos públicos de mensagens e nas redes sociais, como X e Instagram, revelou que a maioria das conversas se limita ao compartilhamento de notícias, sem aprofundar o debate. Apenas 20% das mensagens mencionam discussões sobre o caso, com a percepção de que a decisão de Dino representa um avanço que pode influenciar a campanha de Flávio, alcançando 88% de classificação como um fato novo.
Entretanto, a aprovação das decisões de Dino é baixa, variando entre 22% e 34% nas diferentes plataformas, e sua rejeição se concentra em um grupo específico, longe dos índices críticos enfrentados por Alexandre de Moraes. A decisão de Dino também trouxe à tona investigações ligadas ao PCC (Primeiro Comando da Capital), mencionando uma empresa subcontratada pela produtora do filme. Apesar de não haver ligações diretas com Flávio, a menção ao PCC ganhou destaque nas redes sociais, com 93% das referências sendo negativas.
A grande maioria das mensagens sobre o caso foi distribuída de forma unilateral, sugerindo um padrão de comportamento similar ao de robôs. Isso indica que a discussão sobre o tema ainda é superficial. Desde 14 de maio, o caso “Dark Horse” tem sido um assunto recorrente, mas o pico de menções em 11 de setembro superou em duas vezes o volume do episódio dos áudios.
Embora a decisão de Dino tenha gerado visibilidade, não resultou em uma onda de condenações nas redes sociais. Contudo, a associação ao PCC se destacou nas conversas, o que pode representar uma crise para a coordenação da campanha de Flávio Bolsonaro.