Aliados de Flávio Bolsonaro expressam preocupação com uma ação no Supremo Tribunal Federal (STF) que pode ser utilizada pela campanha de Lula para interferir nas eleições. A ADPF 1178, relatada pelo ministro Flávio Dino, foi inicialmente proposta pelo Instituto Brasileiro de Mineração (Ibram) para contestar ações judiciais de municípios contra mineradoras estrangeiras. O caso se refere ao desastre de Mariana, ocorrido em 2015, e o ministro acatou a posição do Ibram, alegando que legislações estrangeiras não têm validade no Brasil.
A inquietação da campanha de Flávio é que essa decisão possa ser ampliada para justificar ações que desafiem a soberania nacional, um tema central na retórica de Lula. Recentemente, a campanha do ex-presidente direcionou uma ação a Dino, alertando sobre o risco de interferência externa nas eleições, ligando o assunto ao caso de Mariana. Dino é visto como um aliado próximo de Lula no STF.
Há receios de que, durante o segundo turno, uma ação de busca e apreensão contra Flávio possa ser determinada por Dino, alegando uma possível interferência do governo Trump nas eleições brasileiras. Um membro da campanha de Flávio descreveu a distribuição de ações no STF como um “faroeste caboclo”, sugerindo que não está seguindo as normas tradicionais de sorteio. Esse direcionamento em relação à soberania estaria entre as preocupações centrais.