Daniella Marques, porta-voz econômica da campanha de Flávio Bolsonaro (PL), está sendo considerada para liderar a área social em um possível governo do candidato à Presidência nas eleições deste ano. Essa nova função poderia incluir a gestão de um ministério social ampliado, que englobaria também a pasta de Mulheres, conforme informado por fontes próximas à campanha.

Marques, que já se destacou ao presidir a Caixa Econômica Federal no último ano do governo Jair Bolsonaro, está se distanciando das questões econômicas cotidianas, que agora são geridas por Adolfo Sachsida, ex-secretário de Política Econômica. Ela tem expressado a interlocutores que assumir a área social seria um desafio interessante.

Seu envolvimento na campanha cresceu após críticas feitas por Michelle Bolsonaro a Flávio, e é possível que o ministério social também tenha a responsabilidade por algumas obras federais. Apesar de Marques estar se movimentando nos bastidores e buscando colaborações, os detalhes sobre a estrutura do ministério ainda estão em discussão.

Recentemente, durante uma entrevista ao videocast C-Level Entrevista, Marques mencionou a ideia de criar um fundo utilizando imóveis da União para financiar programas sociais e combater o endividamento, além de promover a inclusão de pessoas de baixa renda. O projeto incluiria ativos significativos, com a intenção de destinar um terço desses recursos para beneficiar famílias em situação vulnerável.

Embora Flávio Bolsonaro seja considerado favorito no primeiro turno, sua equipe está sendo cautelosa quanto ao anúncio de nomes para o ministério da Economia, evitando que isso desvie o foco da campanha. A estratégia é ganhar as eleições antes de discutir possíveis indicações, para não repetir erros do passado, como ocorreu em 2018.

Atualmente, entre os nomes cogitados para o Ministério da Fazenda estão o financista Marcelo Kayath, o ex-secretário do Tesouro Nacional Mansueto Almeida e o ex-presidente do Banco Central Roberto Campos Neto. A equipe de Flávio também está buscando apoio de técnicos que integraram o governo anterior para fortalecer sua proposta.

Fonte: redir.folha.com.br