A Polícia Federal protocolou um pedido de inquérito no Supremo Tribunal Federal (STF) contra Flávio Bolsonaro, senador e candidato à Presidência, sob suspeita de lavagem de dinheiro. O advogado Willer Tomaz, que também está sendo investigado por fraudes no INSS, é um dos principais envolvidos. O ministro Alexandre de Moraes foi designado para relatar o caso.

A investigação começou a partir de movimentações financeiras suspeitas no setor de apostas. Recentemente, foi revelado que uma empresa de Willer Tomaz custeou voos de Flávio para a Europa em 2025, atuando como intermediária na compra das passagens. Essas viagens têm conexão com atividades pessoais dos núcleos familiares de ambos.

A Polícia Federal destacou que Flávio tinha acesso significativo a uma conta bancária de uma offshore chamada Alcazar Holding, da qual Willer é sócio. Em maio de 2025, foi solicitado o encerramento desse acesso para o senador. A pesquisa indicou também uma proximidade entre eles, com registros de festas e reuniões.

Quando questionado sobre sua relação com Willer, Flávio declarou ser apenas uma amizade. Willer enfrenta acusações de realizar repasses financeiros de fraudes contra a Previdência. Além disso, ele é o proprietário da Rede Loto, a primeira plataforma de apostas a obter licença de operação no Brasil, em maio de 2023.

Este inquérito é o segundo que envolve Flávio no STF. Ele já é alvo de outra investigação relacionada ao financiamento do filme “Dark Horse”, sobre seu pai, Jair Bolsonaro. Nesse caso, a PF apura possíveis práticas de lavagem de dinheiro e corrupção no financiamento do filme com o Banco Master. Em maio, um áudio de Flávio pedindo apoio financeiro para a produção foi revelado, com um valor negociado de pelo menos US$ 24 milhões, aproximadamente R$ 122,7 milhões.

A campanha de Flávio foi contatada, mas ainda não respondeu às solicitações de comentário.