A escritora J.K. Rowling, de 61 anos, voltou a se pronunciar sobre a controvérsia gerada por suas declarações sobre pessoas trans. Em um texto publicado em seu site, ela revelou ter recebido ameaças de morte, estupro e tortura desde que começou a discutir seus pontos de vista nas redes sociais, há seis anos.
Rowling recordou que a polêmica teve início em junho de 2020, quando criticou a expressão “pessoas que menstruam” em um artigo sobre igualdade. A autora provocou reações negativas ao ironizar o termo e reafirmar o uso da palavra “mulheres”, o que gerou acusações de transfobia.
Ao relembrar as consequências de suas afirmações, ela mencionou ter sido alvo de ataques violentos, recebendo comentários que a acusavam de merecer ser “cancelada, espancada e morta”. A escritora também foi comparada ao vilão Voldemort, de sua própria saga literária.
Apesar das críticas, Rowling reafirmou suas opiniões sobre os direitos das mulheres e da população trans. Ela reconheceu que pessoas trans enfrentam vulnerabilidades e questionou se deveriam ser discriminadas em áreas como moradia e emprego, respondendo que não. No entanto, a autora defendeu que o ativismo trans pode representar uma ameaça aos direitos das mulheres, uma visão que é contestada por diversas organizações e ativistas que defendem os direitos dessa população.
A controvérsia em torno das declarações de Rowling continua a ser um tema central de debate público.
Fonte: caras.com.br