Uma nova startup chamada Warhound, fruto da parceria entre Anduril Industries e Colossal Biosciences, anunciou planos para desenvolver cães geneticamente modificados para operações militares. Com um investimento de US$ 200 milhões, cerca de R$ 1 bilhão, a iniciativa visa criar animais com habilidades aprimoradas para auxiliar as Forças Armadas dos Estados Unidos em atividades como detecção de explosivos e missões de resgate.
A Warhound pretende solucionar problemas de saúde comuns em cães de trabalho, como baixa visão e predisposição a doenças, incluindo câncer. A meta é criar linhagens com características físicas e cognitivas ideais, aumentando a eficácia nas operações. Além disso, a empresa planeja incorporar genes que melhorem a longevidade e agilidade dos cães, com um foco especial no olfato para identificação de substâncias perigosas.
Os primeiros cães geneticamente modificados devem começar suas atividades em 2028, após um processo de clonagem e treinamento. A startup já coletou células de raças como Pastor Alemão e Labrador para iniciar o projeto. Junto às melhorias genéticas, os animais também receberão equipamentos tecnológicos, como armaduras à prova de balas e sensores, fornecidos pela Anduril.
A Warhound espera vender os cães para forças policiais, equipes de resgate e o Departamento de Defesa dos EUA, mas ainda não divulgou os preços. A Sociedade Americana de Proteção aos Animais foi convidada a participar do projeto, assegurando que os cães sejam tratados de forma humanitária.
Essa abordagem inovadora não apenas promete aprimorar a eficácia das operações militares, mas também levanta questões sobre a ética na modificação genética de animais para fins específicos.
Fonte: www.estadao.com.br