O vereador Senival Moura (PT), da capital paulista, foi preso nesta quinta-feira (25) em uma operação da Polícia Civil que investiga sua suposta ligação com o PCC (Primeiro Comando da Capital). A detenção ocorre em um contexto delicado, já que Senival havia escapado de um processo de expulsão do partido em 2014, quando seu irmão, Luiz Moura, foi expulso devido a acusações de envolvimento com a facção criminosa.
Na época, a executiva estadual do PT em São Paulo decidiu pela expulsão de Luiz após ele ser acusado de participar de uma reunião com membros do PCC. Senival, apesar de estar sob investigação, permaneceu no partido. O então presidente do PT paulista, Emídio de Souza, justificou sua permanência, alegando que não havia evidências contra ele.
Atualmente, o diretório do PT em São Paulo anunciou que Senival poderá enfrentar um processo no Conselho de Ética, que pode resultar em afastamento ou expulsão. As investigações apontam que o vereador teria facilitado a entrada do PCC na empresa de ônibus Transunião, criando um sistema financeiro clandestino para apoiar financeiramente pessoas ligadas à facção.
A defesa de Senival expressou indignação com a prisão, afirmando que a decisão surpreende, especialmente em um momento que antecede as eleições. O advogado Marcio Sayeg destacou que a verdade será comprovada e questionou os motivos que levaram à ação policial neste período.
Fonte: redir.folha.com.br