O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) denunciou, nesta segunda-feira (13), que a proibição de visitas ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) é uma manobra do ministro Alexandre de Moraes para interferir nas eleições deste ano. A restrição foi imposta após Flávio compartilhar nas redes sociais uma carta de seu pai, desrespeitando uma medida cautelar que proíbe o ex-presidente de usar redes sociais, diretamente ou por intermédio de terceiros.
Em uma transmissão ao vivo, Flávio afirmou que as decisões de Moraes são tentativas de minar a democracia sob o pretexto de defendê-la. Ele enfatizou que a proibição de comunicação com Jair Bolsonaro se estenderá por 90 dias, questionando a coincidência desse prazo com o período eleitoral. “Os que têm caneta não podem decidir no lugar dos que têm voto”, disse o senador.
Flávio também comentou que muitos eleitores devem apoiar candidatos ao Senado que se comprometam com o impeachment de Moraes, argumentando que essa posição não é antidemocrática. Além disso, ele mencionou que a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) deverá intervir, pois os advogados têm o direito inegociável de acessar seus clientes.
Como membro da defesa do ex-presidente, Flávio tem permissão para visitá-lo em horários determinados para familiares e advogados. O coordenador da pré-campanha de Flávio, senador Rogério Marinho (PL-RN), também criticou a decisão de Moraes, classificando-a como uma clara interferência política.
O senador ainda acusou Moraes de buscar revogar a prisão domiciliar de Jair Bolsonaro para torná-lo ainda mais isolado e humilhado. Ele citou a busca e apreensão realizada pela Polícia Federal na residência de Bolsonaro, que não resultou na localização de armas, como uma estratégia para encontrar motivos que justifiquem a revogação da prisão.
Flávio reafirmou sua determinação em continuar na disputa pela presidência, afirmando que só desistiria caso seu pai pudesse ser o candidato da direita, mas destacou que Bolsonaro está inelegível no momento. Em sua fala, ele fez uma comparação entre a situação atual de seu pai e a de Lula (PT) durante sua prisão em 2018, lembrando que o atual presidente também divulgou cartas e deu entrevistas na época.
Por fim, Flávio reiterou que não está desobedecendo às ordens de Moraes e que a carta compartilhada é a quinta que se torna pública, ressaltando que as regras de comunicação não se aplicaram da mesma forma em casos anteriores.
Fonte: redir.folha.com.br