Nomes influentes da tecnologia, responsáveis por criar smartphones e redes sociais de grande sucesso, estão implementando rígidas regras em suas casas para limitar o tempo que seus filhos passam em frente às telas. Entre eles, destaca-se Peter Thiel, primeiro grande investidor do Facebook, que foi mencionado em uma reportagem da Fortune no último domingo (12).

Essas medidas ganham relevância em um contexto de crescente preocupação sobre o uso excessivo de eletrônicos por crianças e adolescentes. Países como Austrália e Malásia já estabeleceram restrições, proibindo o uso de redes sociais por menores de 16 anos, enquanto França, Reino Unido e Dinamarca estão considerando legislações semelhantes.

Para controlar o uso de telas dos filhos pequenos, Thiel permite apenas 1h30 de acesso semanal a dispositivos como smartphones e tablets. Ele discutiu a questão em um evento em 2024, surpreendendo o público com sua abordagem rigorosa.

Outro exemplo é Evan Spiegel, CEO da Snap, que também limita o tempo de tela do seu primogênito a 1h30 por semana. Bill Gates, cofundador da Microsoft, impediu que seus filhos usassem celulares antes dos 14 anos e proibiu dispositivos durante as refeições. Shou Zi Chew, CEO do TikTok, declarou que seus filhos ainda são muito novos para usar a plataforma.

A reportagem ainda recorda que Steve Jobs, cofundador da Apple, havia afirmado em 2010 que seus filhos não tinham acesso ao iPad, a fim de evitar o excesso de tempo de tela. Steve Chen, cofundador do YouTube, proíbe seus filhos de assistirem a vídeos curtos, acreditando que esse formato prejudica a capacidade de atenção das crianças. Elon Musk expressou arrependimento por não ter imposto limites à utilização de redes sociais por seus filhos.

Um estudo realizado em 2025 com 100 mil pessoas revelou que o acesso frequente a vídeos curtos está associado a baixos desempenhos cognitivos e a problemas de saúde mental, afetando indivíduos de várias idades. Nos Estados Unidos, crianças e adolescentes entre 8 e 18 anos gastam em média 7h30 por dia em frente a telas, uma tendência que tem gerado o termo “crianças do iPad”, segundo a Academia Americana de Psiquiatria Infantil e Adolescente.

Acompanhe as mais recentes iniciativas do Instagram para limitar o uso da plataforma por menores de 13 anos.

Fonte: www.tecmundo.com.br