Após a polêmica gerada pelo patrocínio do Corinthians à Fatal Fans, uma plataforma de conteúdo adulto, a deputada estadual Marina Helou (PSB) e a vereadora Marina Bragante (PSB) apresentaram na Alesp e na Câmara Municipal de São Paulo, respectivamente, projetos de lei que visam restringir a publicidade de produtos e serviços voltados para o público adulto.

A proposta de Bragante foca em proibir esse tipo de publicidade em locais esportivos, culturais e de lazer acessíveis ao público, especialmente crianças e adolescentes. Já Helou amplia as restrições para incluir espaços públicos e bens que pertencem ao Estado. “Não faz sentido que locais voltados ao esporte e à cultura se tornem vitrines para serviços destinados exclusivamente ao público adulto”, afirma Bragante.

As parlamentares defendem que a liberdade econômica deve ser equilibrada com a responsabilidade do poder público em estabelecer limites. “O debate é sobre reconhecer que nem toda publicidade é apropriada em ambientes coletivos”, diz Helou. Ela ressalta a importância de discutir as referências que queremos normalizar em espaços que influenciam crianças e adolescentes.

O contrato entre o Corinthians e a Fatal Fans, que vai até 31 de dezembro de 2027, prevê um valor de R$ 22 milhões, com possibilidade de renovação até 2028 por R$ 31 milhões. A marca não será exibida nos uniformes das categorias de base, e no time feminino, o short da equipe terá a frase “Respeita as minas”.

Na quinta-feira (16), o vereador Carlos Bezerra Jr. (PSD) protocolou uma representação no Ministério Público de São Paulo, solicitando a investigação do contrato do Corinthians. Em resposta, o clube afirmou não ter conhecimento sobre a situação, enquanto a Fatal Fans não se manifestou até o fechamento desta matéria.