O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) enfrenta críticas de opositores após a abertura de um inquérito pelo Supremo Tribunal Federal (STF) que investiga seu filho, Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha. A investigação, autorizada pelo ministro André Mendonça, foi solicitada pela Polícia Federal na última sexta-feira (24) e visa apurar possíveis crimes de corrupção e tráfico de influência relacionados à comercialização de cannabis medicinal, com possíveis conexões no Ministério da Saúde e na Presidência.
O ex-governador de Goiás, Ronaldo Caiado (PSD), rival de Lula na corrida presidencial, fez comparações entre este caso e investigações que envolvem Flávio Bolsonaro (PL), também candidato à presidência. “Um filho investigado por vender acesso ao governo e o pai que finge não ver. Esse é o retrato da novela política chamada PT”, afirmou Caiado. Ele criticou o que chamou de “monarquia disfarçada de república”, sugerindo que Lula protege seu filho.
Lulinha, por sua vez, nega qualquer irregularidade em suas ações. Durante uma transmissão ao vivo, o senador Flávio Bolsonaro comentou as investigações e acusou o governo petista de interferir na Polícia Federal para obstruir as apurações. Ele ainda fez um paralelo com os casos envolvendo bolsonaristas, afirmando que “para o Lulinha, está faltando braço, está faltando gente”.
Outros líderes bolsonaristas também se manifestaram sobre o inquérito. O deputado Nikolas Ferreira (PL-MG), o mais votado do país em 2022, destacou a situação em suas redes sociais, enquanto o senador Rogério Marinho (PL-RN) ironizou a situação com a frase “cada enxadada uma minhoca”. O líder da oposição na Câmara, Cabo Gilberto Silva (PL-PB), exigiu que todas as investigações sejam conduzidas sem privilégios.
Em resposta, Lula garantiu que não usará sua posição para proteger o filho. Ele afirmou que Lulinha deve provar sua inocência, assim como ele fez no passado, e que, se houver culpa, o filho deve arcar com as consequências.
Fonte: redir.folha.com.br