O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, mantém uma avaliação positiva em sua gestão, com 45% dos eleitores do estado considerando seu governo ótimo ou bom. Os dados foram coletados pelo Datafolha entre 1º e 3 de julho, com 1.608 entrevistados, apresentando uma margem de erro de dois pontos percentuais.

A pesquisa revela que 32% dos paulistas avaliam a administração como regular, enquanto 20% a consideram ruim ou péssima. Esse cenário demonstra estabilidade em relação ao levantamento anterior, realizado em março. Tarcísio, que deverá ter sua candidatura à reeleição confirmada em convenção no final do mês, lidera as intenções de voto com 46%, superando o ex-ministro da Fazenda Fernando Haddad, que conta com 30%.

A avaliação de Tarcísio se manteve constante ao longo do seu mandato. Em abril de 2023, 44% dos entrevistados o classificaram como ótimo ou bom, índice que chegou a 41% em abril de 2025 e retornou a 45% em março deste ano. Entre os grupos que mais o apoiam estão homens (49%), pessoas entre 45 e 49 anos (51%), menos instruídos (51%) e aqueles com 60 anos ou mais (55%).

Por outro lado, a avaliação negativa é mais pronunciada entre as mulheres (24%) e os mais escolarizados e ricos (27% em cada categoria). Em relação à aprovação do seu trabalho, 63% dos entrevistados se mostram satisfeitos, enquanto 32% desaprovam sua gestão, mantendo-se em níveis semelhantes aos de pesquisas passadas.

Quando questionados sobre o desempenho do governador, 46% afirmam que ele não atingiu as expectativas, enquanto 35% consideram que ele fez o que era esperado e 13% acreditam que ele superou as expectativas.

Os paulistas identificam segurança pública e saúde como os principais problemas do estado, com 27% citando cada um deles, seguidos pela educação, mencionada por 11% dos entrevistados. A avaliação de Tarcísio é superior à de muitos de seus antecessores no mesmo período de mandato, como Luiz Antônio Fleury Filho e João Doria, que apresentaram índices mais baixos de aprovação.

O trabalho do Datafolha foi registrado no Tribunal Superior Eleitoral sob os códigos SP-01703/2026 e BR-06481/2026.

Fonte: redir.folha.com.br