A bancada evangélica no Congresso Nacional passou por uma significativa mudança após as eleições de 2026, com a perda de quatro dos cinco ex-presidentes que a lideraram desde a vitória de Jair Bolsonaro em 2018. Apenas Sóstenes Cavalcante, do PL do Rio de Janeiro, conseguiu retornar, obtendo a sétima maior votação entre os candidatos fluminenses, com o apoio do pastor Silas Malafaia.

O atual líder da bancada, Gilberto Nascimento (Pode-SP), ficou como suplente, assim como Cezinha de Madureira (PL-SP), que era um nome forte da Assembleia de Deus. Outros veteranos, como Silas Câmara (Republicanos-AM) e Pastor Eurico (PSDB-PE), também não conseguiram se reeleger. As derrotas refletem um desgaste da velha guarda evangélica e uma transição geracional, com novos nomes ganhando espaço.

Entre os que conseguiram se destacar, estão os deputados mais votados do país: Nikolas Ferreira (PL-MG) e Lucas Pavanato (PL-SP), ambos evangélicos, além de André Fernandes (PL-CE) na quarta posição. Guilherme Kilter (Novo-PR), um jovem da Primeira Igreja Batista de Curitiba, fez sua estreia na Câmara com expressivos 270 mil votos, motivado por uma mensagem de Deltan Dallagnol.

Por outro lado, figuras conhecidas da bancada, como Marcelo Crivella, que tentou retornar ao Senado, não conseguiram votos suficientes, terminando em sexto lugar. O contexto eleitoral evidencia não apenas a renovação, mas também a perda de influência de nomes tradicionais e a ascensão de novos representantes, incluindo evangélicos de diversos espectros políticos.

Além disso, a Universal do Reino de Deus conseguiu eleger alguns candidatos, como Marcos Pereira, presidente do Republicanos, mas outros membros da igreja, como Edna Macedo, não tiveram o mesmo sucesso. Especialistas apontam a perda de apoio nas igrejas e a falta de um posicionamento claro como fatores que contribuíram para as derrotas de figuras mais conhecidas.

A nova realidade política da bancada evangélica demonstra uma evolução nas preferências eleitorais e o impacto das redes sociais, que têm se tornado uma ferramenta crucial na comunicação com os eleitores. Marco Feliciano (PL-SP) comentou sobre a importância da renovação e a força do conservadorismo nas eleições recentes.

Fonte: redir.folha.com.br