Cristiano Ronaldo deixou a concentração da seleção portuguesa na última terça-feira, 29, após uma desavença com o técnico Jorge Jesus, gerando um clima tenso na equipe. Em resposta à situação, Bruno Fernandes, que assumiu a capitania, destacou a importância de dialogar com o veterano para amenizar os ânimos.

“Independentemente do que aconteça, o Cris sempre será o maior símbolo da nossa seleção e, sem dúvida, do nosso país, por tudo o que fez em Portugal e no mundo”, afirmou Fernandes em coletiva. Ele enfatizou a necessidade de unir o grupo, ressaltando que “a seleção é uma só e deve resolver seus conflitos internamente”.

Em entrevista ao canal RTP, Fernandes acrescentou que, caso Ronaldo decida deixar a seleção, isso deve acontecer em um momento de celebração, e não de forma abrupta. “Ele merece isso, pois é o maior ícone do nosso futebol e do nosso país”, disse.

A situação entre Ronaldo e Jesus se intensificou após o técnico implementar um planejamento de rotação para jogadores experientes. Durante a vitória de Portugal sobre a Noruega, Ronaldo ficou aquecendo por cerca de 30 minutos, mas não foi escalado, o que gerou sua insatisfação. Após essa partida, o atacante não compareceu a um treino, justificando sua ausência por um cronograma de recuperação.

Ronaldo deixou a concentração antes do confronto contra a Dinamarca, levando a imprensa a relatar um sentimento de frustração em relação à gestão de sua participação. Jesus reconheceu ter cometido um erro quanto ao tempo de aquecimento do jogador, porém reafirmou sua posição de liderança no grupo. A situação foi encerrada com o técnico afirmando que o foco agora é nas próximas partidas, enquanto Ronaldo reiterou seu compromisso com a seleção.

Fonte: placar.com