O cantor e compositor Silva, de 38 anos, abriu o coração sobre seu passado em uma entrevista durante uma transmissão ao vivo para a revista Marie Claire. Na conversa, ele compartilhou experiências marcantes da infância, incluindo a vivência em um ambiente evangélico e os desafios enfrentados devido ao preconceito.

Silva relembrou os momentos de hostilidade que sofreu na escola e na igreja, onde lidou com bullying por sua voz e personalidade. “Eu ouvia que iria pro inferno se fosse gay”, contou, revelando que, na juventude, chegou a pedir a Deus que o mudasse. Nascido em Vitória, Espírito Santo, ele foi criado pelo avô pastor, que, apesar das crenças religiosas, investiu em sua paixão pela música.

Durante a entrevista, o artista também falou sobre sua vida amorosa, mencionando seu atual relacionamento com Samuel Emery, de 24 anos, e a forma como se conheceram por um aplicativo de celular. Silva destacou a importância de construir relacionamentos saudáveis e de se abrir sobre suas experiências.

A superação de traumas da infância foi um tema central na conversa. Silva, que frequentou a igreja batista até os 19 anos, afirmou que a terapia foi fundamental para lidar com a “culpa cristã” e aceitar sua identidade. Ele se tornou um defensor dos direitos LGBTQIA+, enfatizando a relevância do ativismo e da conscientização.

Na música, Silva se consolidou como um dos grandes nomes da MPB desde o lançamento do EP homônimo em 2012. Seu reconhecimento cresceu com o álbum “Vista pro Mar” e a turnê “Silva Canta Marisa”, que rendeu uma colaboração com Marisa Monte. Com uma carreira repleta de sucessos, ele continua a inovar e a atrair multidões, especialmente durante o Carnaval.

Fonte: caras.com.br