A cantora Liniker, aos 31 anos, está passando por uma fase de autoconhecimento e empoderamento, deixando para trás a busca por validação. Em entrevista à revista Marie Claire, ela compartilhou sua nova perspectiva: “Não preciso mais abaixar a cabeça, ser validada, pedir licença para entrar. Onde eu não couber, vou sair”. Essa mudança é reflexo de sua jornada pessoal e artística, especialmente em seu novo disco, “Caju”, que rapidamente conquistou milhões de reproduções e esgotou ingressos para os primeiros shows.
Para Liniker, o sucesso vai além dos números; é sobre o orgulho de seu trabalho no estúdio, resultado de oito anos de terapia. O álbum é um projeto dançante e solar, focado em celebrar suas vitórias sem culpa. Nascida em 3 de julho de 1995, em Araraquara, São Paulo, Liniker superou desafios financeiros e preconceitos para se firmar como artista solo, após ganhar notoriedade em 2015 com o grupo Liniker e os Caramelows.
A cantora, que fez história ao se tornar a primeira artista trans a ganhar um Grammy em 2022, também se apoia na astrologia e na fé, especialmente no candomblé, para tomar decisões em sua vida pessoal e profissional. Liniker valoriza o tempo em sua música, criando faixas mais longas em um mercado que tende a priorizar produções rápidas. O documentário sobre o processo de criação de “Caju” será dirigido por Safira Moreira.
Além de seu sucesso artístico, Liniker conquistou marcos significativos, como se tornar a primeira artista trans a ocupar uma cadeira na Academia Brasileira de Cultura e receber o Mérito Cultural do governo federal. Recentemente, comprou sua primeira casa, saindo do aluguel após uma década de carreira. Com muitos objetivos já alcançados, ela reflete sobre a importância de continuar sonhando e realizando. “Meu maior medo é não sentir nunca mais”, afirmou.
Fonte: caras.com.br