Ciro Gomes (PSDB), candidato derrotado ao Governo do Ceará, anunciou nesta terça-feira (6) que irá contestar judicialmente os resultados da eleição, na qual foi superado pelo governador Elmano de Freitas (PT). Essa foi a primeira manifestação pública de Ciro desde a votação do último domingo (4), em que Elmano foi reeleito com 53,19% dos votos válidos, enquanto Ciro obteve 46,22%.

Em um manifesto divulgado nas redes sociais, o tucano expressou sua indignação, afirmando que “nunca repudiei o resultado das urnas”, mas que, desta vez, sentia que o processo eleitoral havia sido “roubado”. Ele não cumprimentou Elmano, acusando-o de ter “tomado as eleições” com a ajuda de uma “organização criminosa”.

Ciro também anunciou que seu jurídico irá formalizar uma reclamação à Justiça. Embora tenha declarado não acreditar na integridade do sistema judiciário, ele ressaltou a importância de documentar sua luta. O candidato contesta uma decisão do ministro do STF Dias Toffoli, que permitiu a veiculação de propaganda eleitoral de Elmano e candidatos ao Senado nos dias que antecederam a eleição.

Toffoli havia atendido a um pedido da coligação de Elmano, aumentando em 30 segundos o tempo de propaganda eleitoral gratuita, o que gerou polêmica. Ciro criticou a decisão, questionando quantos eleitores poderiam ter sido influenciados por essa publicidade na véspera da votação e acusou o STF de permitir que o estado se tornasse “um quintal do PT”.

A derrota de Ciro marca um revés em sua trajetória política, que vinha buscando se reerguer após várias derrotas em eleições presidenciais. Ele retornou ao PSDB e formou coligações com partidos de direita, mantendo-se neutro na disputa presidencial.

O resultado da eleição reforça a hegemonia do PT no Ceará, alcançando seu quarto mandato consecutivo, enquanto Ciro enfrenta um novo desafio em sua carreira política.

Fonte: redir.folha.com.br