O apito final que selou a eliminação do Brasil na Copa do Mundo trouxe à tona uma onda de frustração entre os torcedores, marcando a pior campanha da seleção desde 1990. Com isso, o país se aproxima de um longo jejum de 28 anos sem títulos, que se estenderá até 2030, se a situação não mudar. A derrota para a Noruega, que incluiu um pênalti desperdiçado e dois gols de Haaland, gerou uma intensa discussão nas redes sociais, especialmente em grupos públicos de WhatsApp e Telegram.

A análise em tempo real realizada pela Palver revelou que a culpa pelo insucesso foi rapidamente atribuída a jogadores específicos. O nome que mais apareceu nas críticas foi o de Bruno Guimarães, com mais de 98% das mensagens sendo negativas, principalmente por conta do pênalti perdido. A torcida demonstrou descontentamento com a escolha dele para a cobrança, destacando a indignação em torno dessa decisão.

Endrick também foi alvo de críticas, acumulando 73,5% de menções negativas por uma oportunidade clara que não foi convertida. Jogadores mais experientes, como Casemiro e Marquinhos, também foram responsabilizados, com 84% e 80% de mensagens negativas, respectivamente. Para muitos torcedores, eles representam uma geração que não conseguiu conquistar títulos.

Neymar, por sua vez, teve uma resposta polarizada. Embora tenha registrado mais menções positivas do que negativas, com cerca de 40% de críticas, ele ainda foi um dos mais citados quando o assunto foi a responsabilidade pela derrota. A entrada dele em campo foi vista tanto como uma possível redenção quanto como um fator que prejudicou a organização do time.

O técnico Carlo Ancelotti enfrentou um dos maiores índices de críticas, com cerca de 90% de mensagens negativas. A insatisfação se concentrou em suas decisões táticas, como a substituição de Rayan e a permanência de Casemiro no meio-campo. Além disso, o descontentamento foi intensificado pela revelação de que a escolha do batedor do pênalti já havia sido feita antes da partida.

Embora alguns políticos tenham tentado usar a derrota para fins partidários, o impacto foi mínimo, com menos de 3% das mensagens se voltando para a crítica política. Com a eliminação, a atenção dos torcedores começa a se desviar do futebol, criando espaço para discussões sobre outros temas, como a política e suas crises.

A análise mostra uma frustração generalizada entre os brasileiros, que buscam um culpado para o fracasso. A pressão agora se concentra não apenas nos jogadores, mas também no técnico, à medida que o país se despede da Copa e se prepara para um futuro incerto.

Fonte: redir.folha.com.br