O debate presidencial da Globo, que estava agendado para ocorrer no Projac, no Rio de Janeiro, foi cancelado, marcando o fim de uma campanha eleitoral que teve o Judiciário como protagonista. O evento, programado para ser o último encontro entre os candidatos antes do primeiro turno, já enfrentava a ausência de Lula, que havia anunciado sua não participação um dia antes.

A situação se agravou com decisões judiciais que permitiram a participação de Romeu Zema e Renan Santos, além de uma censura que impediu a emissora de exibir a cadeira vazia de Lula. Essas reviravoltas resultaram na desistência de Flávio Bolsonaro e, consequentemente, no cancelamento do debate pela Globo.

Dentro do estúdio, jornalistas, assessores e políticos acompanhavam a situação com perplexidade, esperando um evento que nunca se concretizou. Esse episódio revela uma nova realidade nas campanhas eleitorais brasileiras. O primeiro turno, pela primeira vez em décadas, se encerra sem um confronto direto de ideias entre os principais candidatos.

Atualmente, muitos políticos preferem participar de entrevistas em podcasts e com influenciadores, onde o questionamento é escasso. Lula, inclusive, optou por conceder uma entrevista a um podcast no mesmo horário em que o debate deveria ter ocorrido.

A expectativa agora recai sobre o segundo turno, onde muitos esperam que o cenário mude, desde que o Judiciário permita.