A Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg) intensificou sua atuação nesta terça-feira (6) em Brasília, alertando senadores sobre os riscos associados à proposta de fim da jornada de trabalho 6×1. A entidade apresentou um documento no Congresso destacando suas principais preocupações, que incluem o aumento dos custos trabalhistas, ameaças ao emprego formal e os efeitos negativos em setores que dependem fortemente da mão de obra.

Flávio Roscoe, presidente da Fiemg, expressou sua insatisfação com a discussão da proposta, que ocorre sob a pressão do calendário eleitoral. Ele enfatizou a necessidade de um debate técnico mais aprofundado sobre as implicações econômicas da mudança. Segundo Roscoe, a redução da jornada, sem a correspondente diminuição salarial, pode prejudicar a competitividade das empresas.

Além disso, a Fiemg destacou como a proposta pode impactar acordos e convenções coletivas já estabelecidos entre empregadores e empregados. A federação argumenta que a negociação coletiva deve permanecer como o principal instrumento para definir as jornadas de trabalho.

O presidente da Fiemg também alertou que as consequências dessa decisão não se restringirão apenas ao setor produtivo. “Essa mudança pressiona as empresas, diminui a competitividade e acaba refletindo no cidadão com o aumento dos preços de produtos e serviços”, afirmou Roscoe, que foi candidato a governador de Minas Gerais e agora é cogitado para um cargo ministerial na área da Indústria.

Fonte: redir.folha.com.br