O deputado federal Alfredo Gaspar, candidato a vice-presidente na chapa do senador Flávio Bolsonaro, solicitou à Procuradoria-Geral da República (PGR) que acelere a realização de um exame de DNA. O teste, coletado em 23 de abril, visa afastar a suspeita de que ele teria cometido estupro de vulnerável. Essa solicitação ocorre em meio a uma investigação em que Gaspar se vê acusado por outros parlamentares.
A coleta do material genético foi autorizada por um juiz em Alagoas, atendendo a um pedido do próprio deputado, que afirma que a prova científica servirá para provar a falsidade das acusações. A defesa de Gaspar também planeja solicitar ao ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que estabeleça um prazo de 72 horas para a realização do exame.
As acusações surgiram após uma notícia-crime apresentada pelo deputado Lindbergh Farias (PT-RJ) e pela senadora Soraya Thronicke (PSB-MS), que pediram a investigação sobre o suposto crime, alegando a existência de registros que indicam a prática de estupro contra uma menina de 13 anos na época dos fatos. Segundo os acusadores, dessa relação teria resultado o nascimento de uma criança.
Em resposta, Gaspar qualificou as acusações como um “ataque criminoso” e afirmou que, como relator da CPI do INSS, ele se tornara alvo de seus opositores. Ele expressou sua indignação e reafirmou que está disposto a enfrentar as acusações de forma científica.
A advogada de Gaspar, Maria Cláudia Bucchianeri, destacou que o exame de DNA é um elemento crucial para desmentir as alegações. A equipe jurídica da campanha pretende agendar reuniões com Gilmar Mendes, o procurador-geral da República, Paulo Gonet, e o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, para discutir a situação e buscar o arquivamento da investigação.
Além disso, Gaspar está processando Lindbergh e Soraya por calúnia e outros crimes relacionados às acusações. Ele deixou claro que não aceita a possibilidade de uma retratação e que seguirá adiante com a ação judicial.
Fonte: redir.folha.com.br