Flávio Bolsonaro participou recentemente da convenção de seu partido, o PL, em um cenário que se mostra desafiador. O Centrão optou por uma postura neutra, sinalizando abertura para alianças com outros candidatos, inclusive Lula. O fortalecimento do bolsonarismo dinástico deixou a direita em uma posição delicada, criando um panorama que, embora aparente estabilidade, pode culminar com Lula assumindo a presidência pela quarta vez.

Em maio, Lula já havia aumentado sua vantagem sobre Flávio de 3 para 9 pontos percentuais, passando de 40% para 31%. De acordo com a pesquisa Datafolha mais recente, essa diferença diminuiu para cinco pontos (48% a 43%), colocando Lula a apenas três pontos da maioria absoluta. Se não houver mudanças significativas, a tendência é que Lula vença a eleição.

Embora Lula esteja liderando a disputa, sua gestão enfrenta uma avaliação negativa, com 38% dos entrevistados a considerando ruim ou péssima, enquanto apenas 32% a veem como ótima. Essa diferença, embora pequena, reflete uma insatisfação que persiste. Além disso, 23% dos entrevistados classificam seu governo como regular.

O principal ativo de Lula continua sendo a rejeição ao bolsonarismo. A polarização entre os candidatos resulta em rejeições semelhantes. A controvérsia envolvendo Flávio e suas transações com Daniel Vorcaro não teve grande impacto em sua campanha, que se baseia em um eleitorado que não vota em Lula, mesmo que isso signifique escolher alternativas improváveis.

A pergunta que paira no ar é por que Ronaldo Caiado e Romeu Zema ainda não conseguiram decolar nas pesquisas. Ambos, apesar de não terem fixado uma identidade forte, têm potencial para pontuações mais altas, dado que temas relevantes como segurança e política externa estão em pauta.

Javier Milei, ao apoiar Flávio Bolsonaro, acabou chamando atenção pela sua abordagem. Se a Argentina tivesse saído vitoriosa na Copa do Mundo, ele poderia ser visto como um presidente libertário de sucesso. Contudo, a recente derrota da seleção argentina impactou negativamente sua imagem.

Por fim, a senadora Tereza Cristina está sendo pressionada a entrar na corrida presidencial. Porém, se dependesse dela, preferiria permanecer na disputa pela presidência do Senado, sucedendo Davi Alcolumbre.

Fonte: redir.folha.com.br