A corrida presidencial no Brasil se intensifica com as campanhas de Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) se consolidando em um cenário de equilíbrio. A mais recente pesquisa do Datafolha indica que Lula navega pela crise no STF sem grandes desgastes, mostrando uma leve melhora na avaliação de seu governo. Em contrapartida, Flávio Bolsonaro vive um momento de ascensão, superando índices anteriores ao polêmico escândalo “Dark Horse”.

Ambos os candidatos estão focados em minimizar suas fraquezas e conquistar eleitores fiéis. Para Lula, o aumento do Bolsa Família é uma estratégia para reforçar sua presença entre grupos que historicamente o apoiam. Flávio, por sua vez, se aproxima ainda mais de seu rival ao fortalecer sua base entre eleitores bolsonaristas.

Os dados revelam que Flávio já apresenta uma recuperação significativa em grupos considerados cruciais para o bolsonarismo, superando o índice anterior ao escândalo em várias categorias demográficas. Por exemplo, no Sudeste, sua aprovação subiu de 32% para 37%, e entre a classe média, foi de 35% para 41%. Isso sugere que o senador conseguiu contornar os danos do escândalo e está se posicionando para crescer ainda mais na disputa.

Enquanto isso, Lula enfrenta desafios, especialmente entre eleitores de baixa renda e no Nordeste, onde sua popularidade caiu em relação a 2022. O reajuste no Bolsa Família, anunciado recentemente, visa recuperar a confiança desses grupos essenciais, que representam uma parte significativa do eleitorado.

Ambas as campanhas acreditam que uma possível vitória no primeiro turno ainda é incerta, dado que muitos eleitores estão indecisos e podem mudar de preferência rapidamente. Um bloco de candidatos menores, somando 15% das intenções de voto, pode influenciar essa dinâmica, já que quase metade de seus apoiadores está aberta a mudar seu voto.

No entanto, mesmo com a possibilidade de migração de votos, as pesquisas atuais indicam que a chance de decidir a eleição no primeiro turno é baixa. Para isso ocorrer, seria necessário um deslocamento maciço de eleitores para um único candidato, algo que ainda não está evidente nos dados.

Fonte: redir.folha.com.br