A expectativa de uma nova gravidez pode ser um momento de grande alegria, mas para mulheres que já vivenciaram a dor de um aborto ou perda fetal, essa experiência é permeada por emoções complexas. Tati Machado e Sabrina Sato, conhecidas por sua conexão com o público, compartilharam suas histórias de perdas gestacionais e a expectativa de suas novas gestações. Ambas enfrentaram a dor de perder filhos e agora falam abertamente sobre os sentimentos de medo e felicidade que acompanham essa nova fase, um tema que ainda é considerado tabu por muitas famílias.
Tati, que perdeu Rael em 2025, revelou em programa de televisão que vive um conflito entre a alegria pela nova gravidez e a lembrança da dor passada. Da mesma forma, Sabrina, grávida de seu filho com Nicolas Prattes, expressou cautela após enfrentar duas perdas. A psicóloga perinatal Rafaela Schiavo explica que essas experiências traumáticas podem causar ansiedade, estresse e depressão em gestações subsequentes. O receio de reviver a dor é uma realidade comum entre mulheres que passaram por perdas gestacionais.
Os traumas anteriores também influenciam como as futuras mães se preparam para a chegada do bebê. Tati, após um aborto em 2019, sentiu dificuldade em criar um vínculo inicial com a gravidez seguinte, o que é frequentemente um mecanismo de defesa. A psicóloga ressalta que a falta de apego pode ser uma forma de proteção emocional, já que a mulher tenta evitar a dor de uma nova perda.
Outro ponto importante é a necessidade de reconhecer e honrar a memória dos filhos que não puderam crescer. Tati emocionou muitos ao afirmar que sorrir não significa esquecer Rael, enfatizando que ela continua sendo sua mãe. A rede de apoio precisa ser sensível, permitindo que essas mulheres falem sobre suas perdas, ao invés de silenciar o passado.
Infelizmente, muitas vezes, o luto perinatal é invisibilizado, e comentários de amigos e familiares podem minimizar a dor das mães. Tati e Sabrina, ao anunciarem suas novas gestações, receberam mensagens que refletiam a necessidade de desabafo e apoio mútuo. A psicóloga Schiavo alerta que é crucial que os pais tenham espaço para compartilhar suas memórias e sentimentos sobre a criança que perderam.
Buscar suporte psicológico é fundamental para lidar com o luto e se preparar emocionalmente para a chegada do novo bebê. Sabrina destacou a importância do apoio de Nicolas, que a ajudou a viver o luto sem se afundar no trabalho. Especialistas recomendam que mulheres que passaram por perdas gestacionais procurem terapia, pois o luto é um processo intenso, não uma doença, e é essencial encontrar formas saudáveis de lidar com essa dor.
Para um suporte adequado, é indicado que as mulheres busquem profissionais de psicologia perinatal, que podem oferecer escuta qualificada e ajudar a manter viva a memória do bebê, se assim desejarem.
Fonte: caras.com.br