Michelle Bolsonaro, a madrasta de Flávio Bolsonaro, gerou alvoroço ao publicar um vídeo nas redes sociais, no qual alega ter sido traída e humilhada pelo filho do ex-presidente. A gravação, que critica as alianças políticas de Flávio com adversários, como Ciro Gomes, também destaca a exclusão de mulheres das chapas bolsonaristas para o Senado, mencionando as candidaturas de Priscila Costa e Carol de Toni, que perderam espaço em favor de outros candidatos.

No vídeo, Michelle deixa claro que suas ações estão alinhadas com as de Jair Bolsonaro, insinuando que as desautorizadas por Flávio estão, na verdade, desautorizando o ex-presidente. Essa situação se complica ainda mais, pois Flávio enfrenta dificuldades nas pesquisas de opinião, especialmente entre o eleitorado feminino, onde Michelle possui uma imagem positiva.

A ex-primeira-dama, ao criticar Flávio, parece estar se posicionando para garantir sua relevância no legado político da família, especialmente se o filho de Jair não conseguir se reeleger. Isso sugere uma tentativa de distanciamento de uma possível derrota, uma estratégia para preservar sua imagem e influência futura.

As tensões familiares foram intensificadas por comentários de aliados, como Paulo Figueiredo, que em um vídeo fez declarações controversas sobre o voto feminino. Ele menosprezou a capacidade de mulheres de votarem, gerando mais polêmica sobre a posição da família em relação ao eleitorado.

A crise entre os membros da família Bolsonaro pode ser vista como uma oportunidade para aqueles que desejam se distanciar de uma candidatura que já enfrenta sérias dificuldades. O futuro político de Flávio e as repercussões dessa disputa familiar ainda estão por vir.

Fonte: redir.folha.com.br