O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), decidiu nesta sexta-feira (3/7) que Jair Bolsonaro continuará em prisão domiciliar. A medida foi prolongada devido a preocupações com o estado de saúde do ex-presidente, que agora deve entregar, em até 48 horas, todas as armas registradas em seu nome. Além disso, seu registro como Colecionador, Atirador Desportivo e Caçador (CAC) foi revogado.
A prorrogação da prisão domiciliar ocorre após o término do prazo inicial de 90 dias, que se encerrou na última quinta-feira (2/7). Moraes justificou a decisão afirmando que, considerando as condições de saúde de Bolsonaro e as especificidades do caso, a manutenção do regime domiciliar é apropriada, razoável e proporcional. Assim, o ex-presidente seguirá cumprindo sua pena em casa, enquanto o STF monitora o desenrolar da situação.
Outro aspecto considerado pelo ministro foi a apreensão de uma pistola registrada em nome de Bolsonaro, confiscada durante uma abordagem da Polícia Militar do Distrito Federal em junho. A arma estava com um membro do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), o que resultou na abertura de um inquérito pela Polícia Civil. Bolsonaro alegou que a pistola era de sua propriedade e estava apenas em manutenção.
Nos últimos dias, a defesa de Bolsonaro se reuniu com Moraes para solicitar a continuidade da prisão domiciliar, argumentando que o ex-presidente apresenta condições que justificam essa medida. Os advogados também afirmaram que não houve irregularidades em relação à arma apreendida e pediram que esse episódio não influenciasse na decisão do STF. Agora, Bolsonaro tem 48 horas para cumprir a nova determinação da Corte.