Renzo Braz (PP-MG), suplente do senador Rodrigo Pacheco (PSB), declarou seu apoio ao ex-presidente Jair Bolsonaro durante a campanha de 2018 e pode assumir uma cadeira no Senado, possivelmente desfavorecendo o governo Lula. Com a expectativa de que Pacheco se torne ministro do Tribunal de Contas da União (TCU) antes das próximas eleições, Braz poderá influenciar votações importantes, como a proposta de emenda constitucional que visa modificar a regra do 6×1 e o orçamento de 2027.

Em suas redes sociais, Braz elogiou a indicação do ex-juiz Sergio Moro para o ministério da Justiça no governo Bolsonaro, afirmando: “Esse é o Brasil que eu quero.” Sua trajetória no Congresso inclui um voto contra a abertura de processo por quebra de decoro parlamentar contra Bolsonaro em 2013, além de ter apoiado o impeachment de Dilma Rousseff em 2016 e a privatização dos Correios em 2019, defendendo o fim do que chamou de “cabide de empregos no Brasil”.

O atual mandato de Braz se encerra em 1º de fevereiro do próximo ano, e sua possível ascensão ao Senado pode alterar o equilíbrio nas votações e trazer novos desafios para a administração de Lula.

Fonte: redir.folha.com.br