A Casa da Moeda do Brasil (CMB) enfrentou uma perda significativa de aproximadamente R$ 63 milhões nos últimos doze meses, resultado da queda na produção de papel-moeda. Essa diminuição, equivalente a uma média de 7,5%, está relacionada ao contrato da empresa com o Banco Central, responsável pela impressão de cédulas.
Em meio a esse cenário, o Sindicato Nacional dos Trabalhadores da CMB está pressionando a diretoria por uma atuação mais robusta em projetos estratégicos. O vice-presidente da entidade, Roni Oliveira, destacou um processo de desarticulação que tem impactado a geração de receitas. A principal preocupação é a redução da atividade central da empresa, que é a fabricação de cédulas, especialmente com o crescimento dos meios digitais de pagamento, como o Pix.
Diante disso, o sindicato defende que a CMB deve explorar novos mercados e fortalecer sua atuação tanto no Brasil quanto no exterior. Entretanto, a entidade critica a gestão atual por sua falta de iniciativa. Um exemplo citado foi a perda do contrato com a Argentina.
Roni enfatizou que a administração tem negligenciado discussões e projetos que poderiam expandir o alcance da estatal em áreas como rastreabilidade, certificação e controle fiscal. Em resposta à situação, os trabalhadores da Casa da Moeda decidiram entrar em greve por tempo indeterminado em junho, como forma de protesto contra as medidas da direção.
O sindicato solicita que o governo federal exija uma estratégia clara da administração atual, focada em fortalecer a empresa, aumentar a geração de receitas e conquistar novos mercados.