O novo filme da A24, “A Morte de Robin Hood”, traz uma nova perspectiva sobre a famosa lenda do fora da lei que roubava dos ricos para ajudar os pobres. Estrelado por Hugh Jackman, o longa, dirigido por Michael Sarnoski, se afasta da clássica narrativa heroica para explorar um thriller histórico denso e sombrio.

Ambientado na Inglaterra de 1247, a trama apresenta um Robin Hood envelhecido, que vive em autoexílio, atormentado por um passado violento e sem orgulho da sua fama. Neste enredo, a figura mítica é desnudada, revelando um homem consumido pela culpa, ciente das vítimas que sua lenda deixou para trás.

Inspirado na balada anônima “Robin Hood’s Death”, o filme concentra-se nos últimos dias do personagem, abordando sua confrontação com o passado e a busca por algum tipo de libertação. Ao invés de retratar o herói generoso, “A Morte de Robin Hood” apresenta Robin como um assassino perseguido por aqueles que perderam entes queridos devido às suas ações.

A narrativa se intensifica quando uma jovem busca vingança e, após um reencontro brutal com seu antigo companheiro Little John, vivido por Bill Skarsgård, Robin é gravemente ferido. O filme então se transforma em um estudo sobre culpa e legado, com Robin sendo cuidado por Sister Brigid, interpretada por Jodie Comer.

Com uma abordagem revisionista, Sarnoski discute como as narrativas populares podem transformar figuras violentas em lendas. Filmado em 35 mm na Irlanda do Norte, o longa se destaca por sua atmosfera sombria e pela performance intensa de Jackman, oferecendo uma visão menos glamourosa do icônico personagem.

A recepção crítica tem sido mista, com elogios à atmosfera e atuações, mas também críticas à violência excessiva em certos momentos. A produção se destaca em um cenário cinematográfico repleto de grandes estreias, apresentando uma alternativa mais sombria e provocativa nas releituras de personagens clássicos.

“A Morte de Robin Hood” promete atrair aqueles que buscam dramas adultos e reflexões sobre a construção de heróis. O filme não é apenas uma aventura leve, mas um profundo exame de culpa e memória coletiva.

Fonte: www.tecmundo.com.br