O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Kassio Nunes Marques, participou neste sábado (3) de uma importante cerimônia em Brasília que validou a integridade dos sistemas das urnas eletrônicas que serão utilizadas no primeiro turno das eleições, agendado para este domingo (4). O evento teve como objetivo garantir que os programas que processam e totalizam os votos estão alinhados com as versões previamente assinadas digitalmente e lacradas pela Justiça Eleitoral em setembro.
Durante a cerimônia, foi emitida a zerésima, um documento que comprova que não há votos registrados nas urnas para a eleição de presidente e vice-presidente. O documento foi assinado pelo secretário de Tecnologia da Informação do TSE, Júlio Valente, e por observadores internacionais. Kassio Nunes Marques, que assistiu à cerimônia na primeira fileira, não fez uso da palavra.
Os procedimentos realizados são parte do calendário eleitoral. Cerca de um mês antes, representantes de órgãos de fiscalização, incluindo o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, assinaram um arquivo que contém os resumos digitais dos sistemas a serem usados nas eleições. Esses documentos garantem a autenticidade dos programas, que foram lacrados e armazenados em uma sala cofre do tribunal para evitar qualquer alteração.
Essa fase concluiu o desenvolvimento dos sistemas, que tiveram seu código-fonte aberto por aproximadamente um ano. Segundo Júlio Valente, o que foi feito agora é assegurar que os sistemas que estão no TSE são exatamente os mesmos utilizados na votação.
Na véspera do primeiro turno, também teve início a preparação para o teste de integridade, uma prática que ocorre desde 2002. O teste visa confirmar que o voto depositado na urna é o mesmo que será contabilizado pelo sistema eletrônico. A seleção das urnas para o teste é realizada por representantes de partidos e entidades fiscalizadoras, além de sorteios realizados pelas comissões dos tribunais regionais eleitorais.
As urnas escolhidas, já lacradas e prontas para uso, são retiradas de suas seções de votação e levadas ao local da auditoria. Voluntários e representantes de partidos simulam uma eleição em papel, e os votos são lidos em voz alta e digitados para verificar se a urna eletrônica registra os dados corretamente. Todo o processo é gravado e acompanhado por auditores independentes, e até o momento, não houve registro de fraudes.