No dia 4 de julho de 1776, em Filadélfia, representantes das 13 colônias inglesas na América do Norte assinaram a Declaração da Independência, marcando o início da formação dos Estados Unidos da América. Naquele momento, a população local era de menos de 40 mil habitantes, contrastando com a Beijing da época, que contava com cerca de 1 milhão. Os signatários da declaração estavam longe de saber o impacto que esse ato teria, sem uma noção clara de suas identidades, modos de vida ou capacidade de autossuficiência.
Embora hoje o texto seja reverenciado, as celebrações em torno dele começaram apenas em 1812. Em 1789, um documento dos “americanos ingleses” foi encontrado com Joaquim José da Silva Xavier, o Tiradentes, que se tornaria uma figura importante na luta pela independência do Brasil. Na mesma época, no Federal Hall, em Nova York, 56 pessoas debatiam o conteúdo da nova nação. Thomas Jefferson, com apenas 33 anos, estava redigindo a Declaração, assistido por Robert Hemings, um jovem escravizado.
O destino de Jefferson como redator do documento foi decidido pelo acaso, já que Benjamin Franklin, um dos mais influentes da época, se recusou a escrever o texto por questões de princípio e saúde. John Adams, outro proeminente revolucionário, apenas contribuiu com o preâmbulo. Em 21 de junho, Jefferson enviou seu rascunho a Franklin, que fez uma alteração significativa ao substituir “sagradas” por “evidentes”, resultando na famosa frase “we hold these truths to be self-evident”.
O primeiro projeto da Declaração foi apresentado em 28 de junho e passou por 85 revisões, incluindo a remoção de uma cláusula que condenava o tráfico de escravos. Após a assinatura no dia 4 de julho, o documento foi lido em público em 8 de julho. As relações entre Jefferson e Adams eram tensas, especialmente depois que Jefferson ganhou notoriedade pela redação da Declaração, refletindo suas visões contrastantes sobre o futuro da nação. Ambos morreram no mesmo dia, 4 de julho de 1826, exatamente 50 anos após a assinatura do documento.
Em um contexto político atual, muitos acreditam que Donald Trump enfrentará dificuldades nas eleições de novembro, embora essa previsão possa ser apenas um desejo de alguns. Kyle Kondik, editor da newsletter Sabato’s Crystal Ball, observa que a história recente sugere que a derrota dos republicanos é provável, considerando que, nos últimos 58 anos, apenas dois presidentes aumentaram sua representação na Câmara durante as eleições de meio de mandato.
Trump, que perdeu 40 cadeiras em sua primeira eleição, enfrenta uma queda em sua popularidade, com 57% da população contrária a ele. O preço da gasolina também tem sido um fator, variando de US$ 3,20 para US$ 4,30 e atualmente em US$ 3,85. O ex-presidente já insinuou que pretende associar-se às comemorações dos 250 anos da Declaração da Independência, apesar de a história mostrar que tentativas semelhantes, como a de Gerald Ford em 1976, não garantem sucesso nas urnas.
Fonte: redir.folha.com.br