Durante a preparação para uma peça de suspense psicológico baseada na obra de Patricia Highsmith, o ator brasileiro Hugo Bonemer fez uma descoberta impactante sobre seu passado amoroso. Ao interpretar o golpista Tom Ripley, ele se viu imerso na mente de um personagem capaz de roubar a identidade de outro. Essa experiência o levou a refletir sobre relacionamentos anteriores com pessoas que apresentavam traços sociopatas.

Bonemer, de 39 anos, revelou em entrevista à revista Veja que, embora esses indivíduos possam sentir emoções como alegria e raiva, há uma ausência completa de empatia e uma dificuldade em amar. Ele destacou que essa falta de conexão emocional cria uma “tentativa frustrada” de se relacionar de maneira verdadeira com os outros.

Sendo um artista que transita entre teatro e audiovisual, Bonemer não hesitou em buscar aprendizado com veteranos da indústria. Recentemente, ele teve a oportunidade de atuar em “Velhos Bandidos”, após insistir com o produtor de elenco, mesmo sem papéis definidos para seu perfil. Sua determinação resultou em um papel menor como bombeiro, mas que para ele foi valioso pela chance de trabalhar ao lado de grandes nomes como Fernanda Montenegro e Ary Fontoura.

Além de sua trajetória como ator, Bonemer está desenvolvendo um projeto chamado “Coadjuvantes”, que visa valorizar aqueles que, embora não sejam protagonistas, desempenham papéis essenciais nas produções. Ele acredita que, embora os papéis principais possam trazer mais reconhecimento, os coadjuvantes enfrentam menos pressão e muitas vezes são fundamentais para o sucesso de uma obra.

A ideia é que os artistas entendam a importância de cada papel, independentemente do tamanho, e não recusem oportunidades por conta disso. Afinal, atuar é uma profissão que exige dedicação diária, e todos têm contas a pagar no final do mês.

Fonte: caras.com.br