O MDB e o União Brasil, dois dos principais partidos na Câmara dos Deputados, implementaram novas estratégias para promover candidaturas femininas e garantir a transparência nas prestações de contas das campanhas. Essa decisão surge em resposta a fraudes relacionadas à cota de gênero observadas em eleições anteriores.

Recentemente, em junho, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) formalizou um acordo com líderes partidários, comprometendo-os a respeitar as cotas estabelecidas para mulheres, negros e indígenas.

O MDB, durante sua executiva nacional em 11 de junho, anunciou a contratação de serviços especializados em contabilidade e assessoria jurídica eleitoral. O objetivo é apoiar as candidatas na preparação das prestações de contas, oferecendo orientação sobre arrecadação e utilização de recursos, além de emitir pareceres técnicos.

Por sua vez, o União Brasil planeja oferecer cursos de capacitação que abordarão temas cruciais, como financiamento de campanhas, uso de inteligência artificial, registro de candidaturas, violência política e gestão do tempo de campanha.

Nesta quarta-feira (15), a coluna procurou esclarecimentos sobre as iniciativas de outros partidos, incluindo PL, PT, PSD, PP, Republicanos e Podemos. O Podemos reafirmou seu compromisso com a transparência, um de seus princípios desde a fundação. O PSD, por sua vez, explicou que as candidaturas são decididas autonomamente nas convenções estaduais, seguindo as normas legais, e que as transferências financeiras para candidatos serão feitas diretamente da instância nacional. No entanto, PL, PT, PP e Republicanos não se pronunciaram até o fechamento desta matéria.